Quatro vezes Bita. E o Náutico fez história no Pacaembu

O Náutico de 1966. No destaque, Miruca e Bita, os artilheiros do jogão histórico

O Santos dominou o futebol brasileiro na década de 60. Heptacampeão da Taça Brasil (um campeonato nacional da época) fora 2 Libertadores, 2 Rio-São Paulo, 1 Roberto Gomes Pedrosa (o Brasileirão, a partir de 68) e uma penca de Paulistas.

Mesmo assim, grandes times deram suas beliscadas e encantaram o país. A Academia do Palmeiras, o Cruzeiro de Dirceu Lopes e Cia, o timaço do Botafogo de Garrincha, Gérson… época de ouro do futebol tupiniquim.

No meio deles, o Náutico, de Recife, deixou a sua marca. Naquela década tornou-se hexacampeão pernambucano (até hoje a a única equipe a realizar essa façanha no Estado). Apesar de não conquistar nenhum título nacional, chegou perto. Em seis participações, foi 3 vezes semifinalista e uma vez chegou à final, protagonizando alguns embates históricos.

O maior deles foi contra o Santos, na semifinal da Taça Brasil de 66. Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0 em Recife, nem o mais fanático alvirrubro acreditava em uma virada. Mas o segundo jogo em São Paulo seria surpreendente.

Comandado pelo goleador Bita, os pernambucanos abriram o placar com menos de 1 minuto. Ao final do primeiro tempo venciam por 2 a 1, os dois de Bita. A segunda etapa foi uma loucura. Quatro minutos e Bita balançou as redes novamente. Aos 19′ Toninho diminuiu (havia também feito o primeiro). Aos 20′, mais Náutico, com Miruca. Outra saída do Santos e Toninho, de novo, o terceiro. Aos 21′ do segundo tempo, 4×3 Náutico.

A partir daí os pernambucanos cadenciaram o ritmo da partida, e conseguiram mais um gol aos 42′, novamente com Bita. Era o quarto dele, num 5×3 sensacional e histórico.

Como o Santos havia vencido a primeira, houve uma terceira partida, também em São Paulo, para decidir o finalista. Ai não deu pra segurar. Santos 4 x 1. Mas a história já tinha sido escrita. No ano seguinte o Náutico faria novamente ótima campanha e chegaria a final, sendo derrotado pelo Palmeiras. A segunda colocação lhe deu passaporte pra disputar a Libertadores do ano seguinte.

Mas isso é papo pra outro post.

Autor: Francisco Milhorança

Designer gráfico, artista visual e apaixonado por futebol (não necessariamente nessa ordem).

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