Vencer ou morrer, a pátria no bico das chuteiras

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Ilustração faz referência à mensagem de estímulo de Mussolini para a seleção italiana

Já escrevi aqui sobre o uso político do futebol por parte de governos e políticos ao longo da História, sobretudo por regimes autoritários. Na Copa do Mundo de 1938, na França, a Itália chegou à final contra a Hungria, com a chance de se tornar bicampeã (vencera o torneio em casa quatro anos antes).

Mussolini, ditador fascista que governava a Itália na época, enviou uma singela mensagem para os jogadores na véspera da partida final. Um telegrama com a frase “Vencer ou morrer”. Apesar de parecer uma maneira estranha de incentivar os atletas, slogans desse tipo eram comuns no fascismo para incentivar e apelar para o emocional.

Não se sabe se o time encarou isso de uma maneira literal, mas no final a vitória por 4×2 eliminou qualquer eventual retaliação. Dependendo do ponto de vista, pode-se dizer que a mensagem foi um bom estímulo. Para o goleiro húngaro Antal Szabo, serviu como consolo. Após a derrota, apesar da tristeza, declarou que os quatro gols tomados serviram para salvar onze vidas. Será?

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