Dia de batismo

estadio_2Fazia calor naquele domingo de agosto e já dava umas onze da manhã quando eu voltei pra casa, cansado de jogar bola na rua. Tinha 8 pra 9 anos e não havia nada que me atraísse mais do que o futebol. A Seleção acabara vencer o Mundial no México enquanto a gente corria atrás da bola dente-de-leite, numa viagem aonde o asfalto duro e cinzento se transformava em um gramado verde e liso e uma torcida imaginária nos empurrava do alto dos muros e portões de nossas casas, verdadeiros Morumbis e Maracanãs. Continue Lendo “Dia de batismo”

Futebol e arte na China

xangai_muroOs amigos Fred Scorzzo e Gê Ribeiro em suas andanças pela China toparam com esse lindo mural em Xangai e mandaram o registro. Um bate-bola em meio à ideogramas de dar àgua na boca pra qualquer designer. Ficamos aqui imaginando qual o conteúdo da cena (conhecedores ou estudiosos de mandarim podem colaborar rsrs). Continue Lendo “Futebol e arte na China”

“Nem guerra entre torcidas, nem paz entre classes”

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Ultras Resistência Coral: futebol com muito respeito e ideologia. (Fotos emprestadas da página da Organizada)

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Como o futebol (não) explica a gente

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O futebol hoje é um grande negócio, movido a muito marketing, e que movimenta muita grana. Nem o recente escândalo da FIFA, com a prisão de mandatários de diversas confederações, foi capaz de derrubar esse império da bola. Equipes milionárias, torneios transmitidos para o planeta inteiro e uma programação tão intensa na TV que dá a sensação de não haver vida fora das quatro linhas. Continue Lendo “Como o futebol (não) explica a gente”

Futebol de botão, o meu amor

Pelé, com a camisa da CBD. Ronaldo, do Galo e depois Palmeiras. Nelsinho Batista, do timaço da Ponte Preta de 70
Pelé, com a camisa da CBD nos anos 60. Ronaldo, do Galo e depois Palmeiras. Nélson (depois Nelsinho Batista), do timaço da Ponte Preta de 1970
Ponte Preta de 1970. Timaço cheio de craques
Tudo de plástico (inclusive as traves e rede). O goleiro se movimentava para os lados

Uma das paixões de criança era jogar futebol de botão. Mas não esse “profissional” jogado com bolinha redonda de feltro e campos oficiais. Nossos times eram comprados em unidades, nas bancas de jornais, em pequenos envelopes iguais às figurinhas de álbuns. Continue Lendo “Futebol de botão, o meu amor”