Precursora da Libertadores, Copa do Atlântico não teve final

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A final nunca disputada. Na foto do jornal, lance do primeiro jogo do Corinthians, contra o Danúbio/URU, no Pacaembú (foto Reprodução/Arquivo Celso Unzelte)

Todo mundo já ouviu sobre o Campeonato Sul Americano de 1948, vencido pelo timaço do Vasco, e que foi o precursor da Libertadores. Porém, entre esses dois torneios, outra disputa continental aconteceu entre equipes da Argentina, Uruguai e Brasil, organizada pelas federações desses países – a Conmebol só passou a ser a responsável pela organização de torneios a partir dos anos 60, com a Libertadores. Continue Lendo “Precursora da Libertadores, Copa do Atlântico não teve final”

Greve no futebol. Tem jogador que sabe mais do que apenas correr atrás da bola

greve_jogadores_argentinos_ilustracaoSe aqui a gente reclama da bagunça no futebol — presidente da CBF que não viaja pro exterior pra não ser preso, estádios superfaturados e abandonados, o “largado” da Copa do Mundo — o que dizer da nossa vizinha Argentina. Em 2016 a Federação local — AFA (Associação de Futebol Argentino) — teve sua direção destituída e desde então é dirigida por uma comissão criada pela FIFA e pela CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol), com promessa de um novo estatuto e convocação de eleições para o próximo mês.

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Reunião na AFA em crise. (foto de Juan Mabromata/AFP, compartilhada de http://www.gazetaesportiva.com)

Pra ajudar, a crise econômica bateu nas portas dos clubes, que não pagam salários de seus jogadores há vários meses. Reclamam que o governo não repassou as verbas referentes aos direitos de transmissão das partidas. O governo tem uma dívida de quase R$100 milhões com a AFA pela rescisão do contrato de transmissão gratuita dos jogos na televisão. (Na Argentina não havia pay-per-view para o futebol. Todas as partidas eram transmitidas pela TV aberta).

A transmissão dos jogos vai passar para as empresas privadas. Grupos espanhóis e norte-americanos já apareceram como possíveis interessados caso haja abertura de licitações.

O porém é que na Argentina o bicho pega. Lá, até jogador de futebol é mais atuante que qualquer um aqui — aliás, qualquer povo na América do Sul briga mais que nós, brasileiros, vamos combinar. Eles decidiram entrar em greve (que não é algo inédito por lá) e a bola não rolou ainda este ano pelo campeonato local.

Pensando mesquinhamente, pode ser uma boa para os clubes brasileiros. Haverá confrontos pela Libertadores e os adversários argentinos entrarão em campo sem terem disputado uma partida oficial (excessão aos que jogaram as primeiras fases de mata-mata). Isso se a greve não abranger o torneio e eles simplesmente não aparecerem pra jogar.

Na Itália rola um caso semelhante, porém isolado. Os jogadores do Messina, time do Sul da Itália, tradicional, porém sempre secundário, entraram em greve também por falta de pagamento de salários. Fizeram até uma marcha pela região portuária — aonde ficam empresas do ex-presidente do clube — e estão em negociação com os dirigentes.

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