A Pátria de Chuteiras, de Nelson Rodrigues

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Didi (à esq.), craque do Botafogo, do Fluminense e da Seleção Brasileira. Para Nelson Rodrigues, tinha a elegância de um Príncipe Etíope

“Por outro lado, convém aceitar esta verdade recente — o campeão não é apenas um jogador de futebol. É um herói: nenhum clube, nenhum povo tem o direito de vender seus heróis.”

Nelson Rodrigues proferiu essa frase em uma crônica no Jornal dos Sports, em 1958. Narrava o imenso absurdo – segundo ele – da possibilidade de transferências de alguns jogadores da seleção campeã de 1958.

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Nelson no Maracanã. Para ele, a Seleção era a “Pátria de Chuteiras”

Um dos maiores autores do teatro brasileiro, Nelson Rodrigues foi um apaixonado pelo futebol e pelo Fluminense. Mas também foi um arguto observador e crítico do Brasil e do brasileiro. Cada partida era munição para mordazes crônicas, onde seu talento criava mitos e anti heróis que representavam a nação.

“Pelé podia virar-se para Miguel Ângelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los, com íntima efusão: — ‘Como vai, colega?’”

A Pátria de Chuteiras reúne crônicas publicadas ao A_Patria_de_Chuteiras_Nelson_Rodrigueslongo dos anos 50 até os anos 70. Sua leitura é uma viagem por um futebol e um país que não mais existem, mas que se tornaram imortais pelo talento de Nelson. Delícia de leitura.

“Foi a vitória do escrete, e mais: — foi a vitória do homem brasileiro, que é, sim, o maior homem do mundo. Hoje o Brasil tem a potencialidade criadora de uma nação de napoleões.”

 

Mesa redonda, futebol e debate… tá muito chato

ilustracao_mesa_redonda_tvComo andam chatos os programas de futebol na TV. Em sua maioria repetem os mesmos temas diariamente, em diferentes horários dentro das grades de programação. E, na falta de assunto em início de temporada, longas discussões acerca de nada. Continue Lendo “Mesa redonda, futebol e debate… tá muito chato”