Não há nada melhor do que vencer o Brasileirão

Pensando no Brasileirão desse ano, imagino como estaria empolgante a disputa pelo título se pelo menos o Grêmio se mantivesse empenhado em ganhar. O calendário do futebol coloca os clubes em uma situação difícil, tendo de decidir entre um e outro torneio. Continue Lendo “Não há nada melhor do que vencer o Brasileirão”

Em 74 teve meningite, política e (sempre) futebol

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Corinthianos comemoram. Mesmo com epidemia na cidade, 56 mil pessoas no estádio

Em 1973 São Paulo assumiu o lugar de Santiago do Chile para realizar os Jogos Pan-Americanos de 1975. Inicialmente escolhido para sediar o evento, o Chile abriu mão devido ao golpe militar sangrento em setembro de 1973. Continue Lendo “Em 74 teve meningite, política e (sempre) futebol”

Saravá, pé de pato, mangalô treis veis

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O católico Tite antes da partida. No futebol, a crença (qualquer uma) é sempre titular absoluta

“Se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria sempre empatado”, dizia João Saldanha. Será mesmo? Pode ser, mas o que não faltam são histórias onde pais-de-santo e mandingas decidiram jogos e campeonatos. Continue Lendo “Saravá, pé de pato, mangalô treis veis”

Os Intocáveis fizeram história, mas tropeçaram no regulamento

O Náutico de 1968 e a chamada para a transmissão por rádio do jogo pela Libertadores, na Venezuela (foto compartilhada do BlogolPE)

Nos anos 60 o Náutico, do Recife, montou um timão, que se tornou hexacampeão pernambucano. Além disso, chegou entre os quatro melhores do Brasil em cinco oportunidades. Em 67 disputou a final da Taça Brasil (o Brasileirão da época) e por isso jogou a Libertadores de 68.

Junto com o Palmeiras, caiu num grupo com dois times venezuelanos. Na Venezuela, um empate e uma derrota. Na volta, nos Aflitos, venceu o Deportivo Galícia por 1×0 e três dias depois enfrentou o Deportivo Português. Vencia por 3×2 quando o treinador Duque decidiu fazer uma alteração. A substituição de jogadores durante a partida já acontecia no Brasil, mas aquela Libertadores ainda não previa isso.

Provavelmente ninguém do Náutico se deu ao trabalho de ler o regulamento do torneio. Acostumado com as trocas de jogador, o técnico nem imaginou que estaria infringindo alguma regra. Resultado: apesar de vencer por 3×2, o time brasileiro perdeu os pontos e acabou em terceiro lugar no grupo, caindo já na primeira fase.

Esse time do Náutico deixou saudades. Em Pernambuco não tinha pra ninguém. Venceu o Estadual de 1963 a 1968, façanha até hoje não superada por nenhum rival. E ainda encarou de frente as grandes forças nacionais da época. Seus jogadores eram “Os Intocáveis”. Os anos 60 foram a década de ouro do Timbu.

Os sacrilégios contra os mantos sagrados

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Flamengo x Vitória. Não se engane, o rubro negro aí são os baianos

Essa história de terceiros uniformes virou uma puta de uma avacalhação. A Ferroviária entrou em campo contra o Corinthians de azul, no lugar do clássico uniforme grená. Homenagem à sua cidade, Araraquara, disse o locutor. Dias antes, a Ponte Preta de Campinas também jogou de azul (já tinha usado amarelo ano passado). Sem falar do próprio Corinthians, que muitas vezes se apresenta de azul, bonito, design moderno, mas que não tem nada a ver com o clube. Antes já teve camisa roxa, grená e amarelo CBF. Continue Lendo “Os sacrilégios contra os mantos sagrados”