Meu pai, meu craque

por Adilson Secco* | Fotos arquivo pessoal

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Aguinaldo Secco jogou muita bola no Santos, Náutico e Bahia. Campeão em todos

Neste mês de setembro fez 80 anos o maior craque que eu já conheci: Aguinaldo Secco. Se você gosta de futebol, vai gostar de saber que esse cara, descoberto quando jogava pelo Jabaquara em meados dos anos 50, fechou contrato com o Santos Futebol Clube em 1959, um ano após o Brasil ganhar seu primeiro título mundial. Continue Lendo “Meu pai, meu craque”

A Pátria de Chuteiras, de Nelson Rodrigues

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Didi (à esq.), craque do Botafogo, do Fluminense e da Seleção Brasileira. Para Nelson Rodrigues, tinha a elegância de um Príncipe Etíope

“Por outro lado, convém aceitar esta verdade recente — o campeão não é apenas um jogador de futebol. É um herói: nenhum clube, nenhum povo tem o direito de vender seus heróis.”

Nelson Rodrigues proferiu essa frase em uma crônica no Jornal dos Sports, em 1958. Narrava o imenso absurdo – segundo ele – da possibilidade de transferências de alguns jogadores da seleção campeã de 1958.

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Nelson no Maracanã. Para ele, a Seleção era a “Pátria de Chuteiras”

Um dos maiores autores do teatro brasileiro, Nelson Rodrigues foi um apaixonado pelo futebol e pelo Fluminense. Mas também foi um arguto observador e crítico do Brasil e do brasileiro. Cada partida era munição para mordazes crônicas, onde seu talento criava mitos e anti heróis que representavam a nação.

“Pelé podia virar-se para Miguel Ângelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los, com íntima efusão: — ‘Como vai, colega?’”

A Pátria de Chuteiras reúne crônicas publicadas ao A_Patria_de_Chuteiras_Nelson_Rodrigueslongo dos anos 50 até os anos 70. Sua leitura é uma viagem por um futebol e um país que não mais existem, mas que se tornaram imortais pelo talento de Nelson. Delícia de leitura.

“Foi a vitória do escrete, e mais: — foi a vitória do homem brasileiro, que é, sim, o maior homem do mundo. Hoje o Brasil tem a potencialidade criadora de uma nação de napoleões.”

 

O dia em que Bronco ensinou a paradinha para Pelé

Nos anos 60 a Record era uma das potências da televisão brasileira. Um dos seus mais programas mais popular era A Família Trapo, uma espécie de Grande Família da época. Continue Lendo “O dia em que Bronco ensinou a paradinha para Pelé”

Pelé, Botafogo-PB e Lula, o goleiro 999

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Pelé na Paraíba. Proibido de fazer o milésimo nesse jogo

Às vezes, um jogo despretensioso entra para a História por acontecimentos inesperados e vira mais uma surpresa da caixinha futebol, mudando a vida de seus protagonistas.  Continue Lendo “Pelé, Botafogo-PB e Lula, o goleiro 999”