Meu pai, meu craque

por Adilson Secco* | Fotos arquivo pessoal

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Aguinaldo Secco jogou muita bola no Santos, Náutico e Bahia. Campeão em todos

Neste mês de setembro fez 80 anos o maior craque que eu já conheci: Aguinaldo Secco. Se você gosta de futebol, vai gostar de saber que esse cara, descoberto quando jogava pelo Jabaquara em meados dos anos 50, fechou contrato com o Santos Futebol Clube em 1959, um ano após o Brasil ganhar seu primeiro título mundial. Continue Lendo “Meu pai, meu craque”

Em 66, o Rio-São Paulo teve quatro campeões

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Corinthians X São Paulo, Rio-São Paulo 1966. Torneio teve quatro campeões 

Outro dia escrevi aqui sobre o Campeonato Paulista de 1973, que acabou com dois times declarados campeões por conta de um erro do árbitro Armando Marques na contagem das cobranças de pênaltis.

Mas essa não foi a primeira vez que um torneio terminou com mais de uma equipe declarada campeã. Em 1966, o Rio-São Paulo chegou ao fim com quatro equipes empatadas e declaradas vencedoras. Quatro campeões para uma disputa que quase nem aconteceu. No começo do ano, um forte temporal no Rio matou muita gente e deixou inúmeros desabrigados, que foram alojados no Maracanã. Com o principal estádio interditado, chegou-se a cogitar o cancelamento do torneio, ideia derrubada pela CBD.

Além disso, quatro times excursionavam no exterior quando o torneio foi iniciado. Santos, Palmeiras, Vasco e Botafogo entraram com a disputa em andamento, tendo de fazer seguidas partidas em curto espaço de dias.

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Garrincha no Corinthians, a notícia do Torneio

Mas nem só de problemas vivia o Rio-São Paulo daquele 1966. O Corinthians apresentava Garrincha como a grande contratação para vencer o torneio e encerrar um jejum que ia para 12 anos sem títulos. No Botafogo, que perdera Mané, aparecia o jovem Jairzinho. O Santos apresentava o ponta-esquerda Edu, então com 16 anos.

Com tudo isso, o torneio seguiu e chegou à sua última rodada com o Vasco na liderança, seguido por Santos e Corinthians um ponto atrás e o Botafogo em terceiro, dois pontos atrás do líder. E por uma coincidência incrível, jogavam Santos contra Corinthians no Pacaembú e Botafogo contra Vasco no Maracanã. Uma combinação incrível desses resultados daria num empate quádruplo. E aconteceu.

Num Pacaembú lotado, o Corinthians jogou fora a oportunidade de encerrar seu jejum ao empatar com o Santos que teve dois expulsos ainda no primeiro tempo. Pra piorar, Flávio desperdiçou um pênalti cometido por Zito em Garrincha. Esse resultado dava ao Vasco a possibilidade de ser campeão com um empate diante do Botafogo. Mas os botafoguenses enfiaram 3 a 0 e determinaram um empate dos quatro times, todos com 11 pontos (as vitórias valiam 2 pontos).

Sem datas para um quadrangular de desempate, todos foram declarados campeões. Ninguém se importou, ninguém comemorou. Era ano de Copa do Mundo e as atenções já se voltavam para os preparativos (o Brasil era o então bi-campeão mundial).
Coincidência ou não, foi a última disputa do Rio-São Paulo, que durante quase duas décadas foi um dos mais importantes do país depois dos estaduais. A partir de 1967 clubes de outros estados foram convidados, iniciando a fase do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Nos anos 90 o torneio foi reeditado, mas sem charme e interesse, durou apenas algumas poucas edições.

Juiz ruim de conta, campeonato com dois campeões

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Armando Marques. Polêmico, errou feio na final em 1973

Gosto de futebol desde muito pequenino. De jogar, de torcer, de ir ao estádio ver ao vivo, de escutar no rádio ou ver na TV. E sempre achei duas posições completamente insanas, o goleiro e o árbitro. O goleiro ainda é ovacionado quando faz um bela exibição. O árbitro só é lembrado quando se equivoca. O cara precisa ser muito louco ou muito narcisista, pois um apito a mais ou de menos e a galera vai pra cima. Continue Lendo “Juiz ruim de conta, campeonato com dois campeões”

Quatro vezes Bita. E o Náutico fez história no Pacaembu

O Náutico de 1966. No destaque, Miruca e Bita, os artilheiros do jogão histórico

O Santos dominou o futebol brasileiro na década de 60. Heptacampeão da Taça Brasil (um campeonato nacional da época) fora 2 Libertadores, 2 Rio-São Paulo, 1 Roberto Gomes Pedrosa (o Brasileirão, a partir de 68) e uma penca de Paulistas. Continue Lendo “Quatro vezes Bita. E o Náutico fez história no Pacaembu”

Pelé, Botafogo-PB e Lula, o goleiro 999

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Pelé na Paraíba. Proibido de fazer o milésimo nesse jogo

Às vezes, um jogo despretensioso entra para a História por acontecimentos inesperados e vira mais uma surpresa da caixinha futebol, mudando a vida de seus protagonistas.  Continue Lendo “Pelé, Botafogo-PB e Lula, o goleiro 999”