Os Intocáveis fizeram história, mas tropeçaram no regulamento

O Náutico de 1968 e a chamada para a transmissão por rádio do jogo pela Libertadores, na Venezuela (foto compartilhada do BlogolPE)

Nos anos 60 o Náutico, do Recife, montou um timão, que se tornou hexacampeão pernambucano. Além disso, chegou entre os quatro melhores do Brasil em cinco oportunidades. Em 67 disputou a final da Taça Brasil (o Brasileirão da época) e por isso jogou a Libertadores de 68.

Junto com o Palmeiras, caiu num grupo com dois times venezuelanos. Na Venezuela, um empate e uma derrota. Na volta, nos Aflitos, venceu o Deportivo Galícia por 1×0 e três dias depois enfrentou o Deportivo Português. Vencia por 3×2 quando o treinador Duque decidiu fazer uma alteração. A substituição de jogadores durante a partida já acontecia no Brasil, mas aquela Libertadores ainda não previa isso.

Provavelmente ninguém do Náutico se deu ao trabalho de ler o regulamento do torneio. Acostumado com as trocas de jogador, o técnico nem imaginou que estaria infringindo alguma regra. Resultado: apesar de vencer por 3×2, o time brasileiro perdeu os pontos e acabou em terceiro lugar no grupo, caindo já na primeira fase.

Esse time do Náutico deixou saudades. Em Pernambuco não tinha pra ninguém. Venceu o Estadual de 1963 a 1968, façanha até hoje não superada por nenhum rival. E ainda encarou de frente as grandes forças nacionais da época. Seus jogadores eram “Os Intocáveis”. Os anos 60 foram a década de ouro do Timbu.

Quatro vezes Bita. E o Náutico fez história no Pacaembu

O Náutico de 1966. No destaque, Miruca e Bita, os artilheiros do jogão histórico

O Santos dominou o futebol brasileiro na década de 60. Heptacampeão da Taça Brasil (um campeonato nacional da época) fora 2 Libertadores, 2 Rio-São Paulo, 1 Roberto Gomes Pedrosa (o Brasileirão, a partir de 68) e uma penca de Paulistas. Continue Lendo “Quatro vezes Bita. E o Náutico fez história no Pacaembu”